Colégio Estadual Leonardo Francisco Nogueira – EMNP

A finalidade primeira da página será hospedar todas as manifestações culturais e artísticas do Colégio Estadual Leonardo Francisco Nogueira, das quais serão realizadas espontaneamente; porém, de forma consciente, pelos alunos que aqui frequentam. Contudo, nada impede, que nosso objetivo ultrapasse as fronteiras educacionais a fim de abranger todas as instâncias artísticas de nossa comunidade, região ou nação.

Por conseguinte, iniciamos nossas abordagens culturais e artísticas partindo da abordagem sobre a poesia de Vinícius de Moraes, cujas composições retratam a plenitude dos sentidos, do amor e da vida cotidiana, numa linguagem lírica e envolvente. Além disso, abordamos ainda o folclore brasileiro, fazendo, portanto, um recorte sobre as manifestações folclóricas do Estado do Mato Grosso do Sul, objetivando, dessa maneira, resgatar os costumes, o modo de viver e de sentir das gentes que popularizaram a cultura cotidiana em prol de suas manifestações artísticas.



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quarta-feira, 22 de maio de 2013

VI FEIRA DO LIVRO - VINÍCIUS DE MORAES E FOLCLORE MATO GROSSO DO SUL - CELFN

Fauna - Mato Grosso do Sul
GARÇA BRANCA DO PANTANAL
Edson Amorim

As Garças brancas são cheias de graça
E com garbo, elegância e graciosidade
Habitam e enfeitam os alagados e ribeirões
E ali se refrescam com tranquilidade!

Abrindo suas grandes asas plumadas
Alçam voos rasantes com desenvoltura
Como transmitindo emoções da sua liberdade
Seu voo é soberano, independente da altura!

Suas brancas plumas parecem algodão
Tem a formosura de uma imperatriz
No reino das aves, Deus a fez linda
Como desenhada com um branco giz!

Uma bela Garça a beira do pequeno lago
É uma visão que demais nos encanta
Traduz-se em um lindo quadro pintado
Que contemplado, qualquer tristeza espanta!

Além de sua beleza natural e singela
Sua serenidade também muito fascina
Em paz, observando em volta a natureza
A necessidade da calma, assim, nos ensina!

Ali altiva e exuberante à beira do lago
Sua imagem refletida na água parece admirar
Sossegada, parecendo estar descansando
Para mais tarde, voando, pro ninho voltar!

É bela, porém é frágil como toda ave
Mas voando é colossal de se admirar
E mais lindo é quando estão voando
Centenas em revoada, parecem levitar!

No entardecer abrigam-se em seus ninhais
Também chamados de colônias de pernoite
Pousam organizadas ali aos milhares
Para descansar e passar a noite!

Com seu imponente e belo bico amarelado
Apanha pequenos peixes com delicadeza
E suas esbeltas pernas alongadas
Sustenta seu corpo com ares de nobreza!

Esta linda espécie de ave aquática
Que existe em todas as regiões brasileiras
E em várias partes do velho mundo
Porém é mais numerosa entre a fauna Pantaneira
Favorecida pela abundância de lagoas naturais
E da sua preferida alimentação pesqueira!

Vendo nos alagados estas belas garças
Penso como a natureza é abençoada
Tem os rios, riachos, campos e florestas
E por aves lindas, assim, é enfeitada
Nesta terra é pra se viver com prazer
E esta divina fauna e flora ser admirada!









terça-feira, 7 de maio de 2013

FOLCLORE


  
FOLCLORE    
 
A palavra folclore é de origem inglesa, cuja junção das palavras folk (povo) e lore (sabedoria popular) resultou na expressão  sabedoria do povo, que por sua vez, reflete todo o conjunto de crenças, superstições, lendas, festas, danças e costumes,  passados de geração em geração. 
Foi durante o governo de D. Pedro II, que o folclore começa a ser incentivado no Brasil, tendo por finalidade moldar a nação através da construção de símbolos nacionalistas que refletissem os elementos culturais do povo a partir da difusão de costumes cotidianos de distintos grupos humanos que habitavam o mesmo espaço geográfico – o Brasil,  de modo que ocorresse a efetivação da identidade nacional em prol da inserção do país dentre as nações civilizadas.  Foi com este intuito que D. Pedro II estimulou a cultura popular brasileira apoiando as manifestações folclóricas nativas através do apoio à projetos realizados por estudiosos da época, resultando na propagação de obras, voltadas para a cultura popular, produzidas por artistas renomados, que por conseguinte, despertaram o interesse e a atenção da elite dominante sobre a diversidade cultural de nosso país.  
Enquanto isso, na Europa, ocorre a proliferação do Romantismo , cujo movimento tem como ponto de partida a Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra, em 1850, cuja célula tronco do movimento é a busca pela liberdade e fuga da realidade. Neste contexto histórico literário, a Revolução Industrial impõe as bases socioeconômicas do Estado, da qual a burguesia aparece como classe dominante e o proletariado surgindo como a classe dominada, moldando assim as estruturas econômicas que corrompem a igualdade social em prol da marginalização.
O Romantismo na Europa foi inaugurado em Portugal, em 1825,  com o poema Camões, de Almeida Garret, que por sua vez, influencia  jovens brasileiros estudantes em Paris, que direcionam as letras  para a valorização do nacionalismo e da liberdade,  sob o lema “ Tudo pelo Brasil e para o Brasil”, colocando a cultura popular brasileira , na época, indígena,  como um dos pressupostos deste nacionalismo.

Colégio Estadual Leonardo Francisco Nogueira.

FOLCLORE BRASILEIRO


quarta-feira, 1 de maio de 2013

EU NÃO EXISTO SEM VOCÊ


EU NÃO EXISTO SEM VOCÊ
Vinícius de Moraes

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você.


Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você.

AS BORBOLETAS


AS BORBOLETAS
Vinicius de Moraes

Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas.

Borboletas brancas
São alegres e francas.

Borboletas azuis
Gostam de muita luz.

As amarelinhas
São tão bonitinhas!

E as pretas, então
Oh, que escuridão!